Os princípios de uma boa fotografia

Utilize um tripé.  Mantenha a câmara nivelada. Não utilize flash. Invista numa câmara com controlos manuais.

Um tripé elimina o movimento da câmara que, por sua vez, resulta em fotografias mais nítidas. Se possível, não utilize o botão do obturador, use antes um cabo disparador ou programe o temporizador da máquina.

Utilizar um tripé também ajuda a manter a câmara num nível plano. Nunca reparou em fotografias em que alguns dos elementos de arquitetura parecem estar inclinados? Isto acontece quando a câmara não está nivelada, e é tão comum esta situação acontecer que até tem um nome – Keystoning.

Não utilize flash. Um flash emite um feixe estreito de luz incandescente que tem um alcance de cerca de 7-10 metros. Tudo nessa faixa superficial é normalmente superexposta (muito clara)… tudo além desse intervalo de dez metros é geralmente subexposta (muito escura).

Os flashes são bons para tirar fotos em festas de aniversário e pouco mais. Mesmo os flashes não incorporados nas máquinas para fotografia de interior não são a melhor opção, sempre que puder evitar fazê-lo, evite.  Mas se em alguma situação tiver de o utilizar, existem quatro formas de o fazer por forma a conseguir melhor resultados:

flashA ideia de utilizar o flash por forma a rebater no teto, para interiores nem sempre é a melhor opção, muitas vezes os imóveis não têm tetos planos o que faz com que o feixe de luz não seja distribuído uniformemente.

Outro ponto menos bom é que os flashes também podem criar sombras. A melhor opção é mesmo utilizar a luz natural disponível – que até é bastante simples, basta colocar a sua máquina no tripé e utilizar uma exposição mais longa.

É possível obter fotografias razoáveis de imóveis com uma câmara point-and-shoot, porém se o seu objectivo é obter fotografias fantásticas, deve investir numa câmara com controlos manuais. Uma que permita o controlo de três fatores: quanto tempo o obturador permanece aberto, tamanho da abertura do diafragma e o ISO.

A abertura do diafragma é medida que é apresentada por um  valor chamado “f”. Quanto menor o valor f,  mais aberto estará o diafragma:

A velocidade do obturador diz respeito ao tempo em que a câmara mantém o diafragma aberto para a luz penetrar através da lente. Costuma ser indicada em segundos, como 1s, 2s, 30s… Velocidades mais rápidas são dadas em frações de segundos: 1/2s, 1/4s, 1/8s, 1/15s, 1/30s, 1/60s, 1/125s, 1/250s, 1/500s, 1/1000s, 1/2000s… E nas câmaras mais recentes passam de 1/4000s, 1/8000s.

Por exemplo, quando se faz uma exposição rápida, conseguimos “congelar” o momento que está à nossa frente. Porém, ao fazer uma exposição mais longa tudo o que estiver em movimento irá ficar com arrasto (pode ser utilizado quando quiser dar a sensação de movimento, por exemplo).

exposicao
Tempo mais longo de exposição Tempo mais rápido de exposição

Um outro valor importante para as fotografias é o ISO (100, 200, 400, 800…). Que é simplesmente a sensibilidade do sensor.  Quanto maior o valor ISO mais sensível está o sensor e mais luz será absorvida. Ou seja, aumentar a sensibilidade do sensor parece a solução para a exposição de qualquer foto, no entanto, quando se aumenta o ISO a qualidade e a nitidez da foto têm tendência a diminuir. Ou seja, quanto mais alto o valor do ISO mais ruído (grão) irá aparecer na fotografia.

Resumidamente, para fotografar o interior dos imóveis, de forma a aproveitar a luz natural pode fazer o seguinte:

– Utilizar velocidades baixas – o que permite que a luz ambiente acaba por agir mais prolongadamente sobre o sensor. (exemplo: 1/5seg; 1/5oseg).

– Usar uma abertura de diafragma entre  F/10 e F/20.

– ISO 100 é considerado como ‘normal’, e irá proporcionar fotos com baixas taxas de ruído.

Last modified on Janeiro 28th, 2015 at 11:43