3 regras do negócio imobiliário: facto ou ficção?

O ser humano tem o desejo natural de tentar simplificar tudo o que é complexo. É este instinto que explica o porquê de nos filmes, lendas e contos de fadas, de todas as culturas, se resumirem a heróis contra vilões. É este instinto que também explica o porquê de a maioria dos mediadores procurarem desesperadamente regras, que consigam transformar as decisões mais intimidantes em algo mais simples.

Mas, a realidade das transações não é uma história para crianças. A vida de adulto é complicada, e o negócio imobiliário além disso, envolve finanças e relacionamentos – e por se tratar de uma situação complexa, os mediadores devem ter cuidado com as regras a que possam ter acesso.

Regra nº1 – Localização, localização, localização
Facto ou Ficção: Facto!

Um dos factos elementares do negócio imobiliário é que quase tudo num imóvel pode ser modificado, com excepção da sua localização.

Segundo este princípio, a localização é então, essencial para a capacidade de se desfrutar do sítio onde vive, uma vez que esta afeta tudo desde:

– Onde é que os filhos irão estudar;

– Quanto tempo e dinheiro é que se vai gastar na deslocação para o emprego e vice-versa;

– Segurança;

– A vizinhança;

– A proximidade de shoppings, e locais de cultura e lazer que irão fazer – ou não – parte da vida diária.

Os inúmeros impactos de onde se pretende viver e erguer um lar, dá por sua vez, à localização um papel muito importante, no facto de conseguir concretizar o negócio e por quanto.

Regra nº2 – Compensa mais comprar do que arrendar casa
Facto ou Ficção: Depende

Hoje em dia existem muitas considerações a ter em conta, por razões profissionais ou até mesmo porque a família cresceu a mobilidade é uma mais valia. Ou seja, se quem estiver a arrendar um imóvel pode facilmente alterar a sua morada, uma vez que não é proprietário do mesmo. Além da vantagem de não ter de se preocupar com a manutenção deverá também ter em conta que todos os meses está a pagar por algo que não irá ser seu.

Tendo em conta o estado do mercado, a maior realidade é que poucas pessoas têm capital próprio para investir, sem terem de recorrer a crédito bancário, e daí acabam por recorrer ao arrendamento.

Porém, aqueles que dispõem de capital para investir, este pode ser um bom momento para o fazer, uma vez que os imóveis se encontram com preços mais baixos e que podem ser rentabilizados através do arrendamento.

Regra nº3 – Angariar um imóvel por um preço mais elevado do que o este vale, para dar espaço de negociação
Facto ou Ficção: Ficção

O imóvel que apresenta a melhor relação qualidade/preço é o mais provável de ser vendido. Atribuir a um imóvel um valor mais elevado do que ele vale, é uma maneira infalível para afastar um tipo de cliente raro: um comprador qualificado, com alguma urgência que poderia estar interessado ​​em fazer uma oferta ao imóvel.

Clientes informados, que estão decididos a comprar uma casa, com certeza que viram dezenas – até centenas de anúncios online antes de fazer uma oferta. Se o imóvel é muito caro, há boas hipóteses de que o ignorem, mesmo que até tenham gostado dele. Há simplesmente muitos outros imóveis a preços excelentes no mercado.

Last modified on Janeiro 26th, 2015 at 4:56 pm